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Presente Holocausto Brasileiro: Genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil

Da editora

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O que foi o Colônia?

Conhecido como Colônia, o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, localizado em Minas Gerais, funcionou de 1903 a 1996. Por conta do descaso do Estado, dos médicos e da sociedade, deixou o saldo de mais de 60 mil mortos e inúmeras vidas marcadas para sempre.

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Cerca de 70% dos pacientes não tinham diagnóstico de doenças mentais

Durante muitos anos, o Colônia foi o local para onde eram enviados aqueles que por algum motivo eram considerados “indesejáveis”. Por isso, muitos dos pacientes eram mulheres vítimas de abuso que engravidaram, deficientes abandonados por suas famílias, homossexuais, esposas adúlteras, filhos rebeldes etc.

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As camas e colchões foram substituídos por capim para acomodar mais pacientes

Diante da superlotação, a sugestão foi dada pelo chefe do Departamento de Assistência Neuropsiquiátrica de Minas Gerais. Com isso, as poucas camas disponíveis nos galpões foram retiradas e os colchões, colocados no chão e cobertos com capim. Apesar de repugnante, a ideia foi recomendada pelo Poder Público a outros hospitais do estado. Um dos funcionários era responsável por secar diariamente o capim onde os pacientes dormiam.

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Os cadáveres dos pacientes eram vendidos para faculdades de medicina

Em uma década de venda dos cadáveres, estima-se que a direção do hospital tenha faturado mais de 600 mil reais, fora o lucro apurado com o comércio de órgãos e ossos. Eram tantos corpos que uma única universidade chegou a adquirir 543 deles.

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Trinta e três crianças foram enviadas para o Colônia na década de 1970

Após o fechamento do Hospital de Neuropsiquiatria Infantil, localizado em Oliveira, Minas Gerais, as 33 crianças residentes do local foram encaminhadas para o Colônia. Uma vez lá, elas foram deixadas junto com os adultos, compartilhando as mesmas condições degradantes de higiene e alimentação. Algumas eram mantidas em berços durante o dia inteiro, de onde não saíam nem para tomar sol.

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Fotos do Colônia

Ao chegar no hospital, os pacientes eram levados para uma triagem onde eram separados por gênero, idade e características físicas. Entregavam seus pertences, passavam por um banho coletivo e os homens tinham os cabelos raspados, como era feito com prisioneiros de guerra.

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Fotos do Colônia

Por conta das condições degradantes de higiene, era comum ver os pacientes bebendo água do esgoto que cortava os pavilhões, muitos deles nus.

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Fotos do Colônia

Em 1966, o jovem Francisco Paes Barreto fez uma denúncia pública contra o hospital de Barbacena após visitar a cozinha do local – ele ficou chocado com o aspecto repugnante da refeição servida aos pacientes. Em 1972, ele escreveu um artigo entitulado “Críticas do hospital psiquiátrico” que seria apresentado no Congresso Brasileiro de Psiquiatria.

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Fotos do Colônia

Os pacientes com saúde mais debilitada eram muitas vezes abandonados em suas macas sem qualquer tipo de assistência. O fotógrafo responsável por essa imagem, Luiz Alfredo, disse que uma das coisas que mais o chocaram no hospital foi a nítida impressão de que aquelas pessoas tinham sido deixadas ali para morrer.

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Editora ‏ : ‎ Intrínseca; 1ª edição (11 março 2019)
Idioma ‏ : ‎ Português
Capa comum ‏ : ‎ 280 páginas
ISBN-10 ‏ : ‎ 8551004638
ISBN-13 ‏ : ‎ 978-8551004630
Dimensões ‏ : ‎ 23 x 15.6 x 1.8 cm

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