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Presente Por um feminismo afro-latino-americano

Da editora

Por um feminismo afro-latino-americanoPor um feminismo afro-latino-americano

Por um feminismo afro-latino-americano, de Lélia GonzalezPor um feminismo afro-latino-americano, de Lélia Gonzalez

“Lélia Gonzalez colocou o dedo na ferida ao mencionar algo que continua incomodando o feminismo latino-americano: sua negligência teórica e prática diante do racismo.” – Mara Viveros“E com ela aprendemos outros modos de pensar a diáspora africana, sintetizada em sua proposta da categoria de amefricanidade para definir a experiência comum dos negros nas Américas.” – Luiza Bairros“Quanto mais a gente mergulha na trajetória de Lélia, nos escritos de Lélia, nós vamos perceber a importância dessa mulher para que o feminismo pudesse hoje incluir na sua agenda a luta antirracista.” – Schuma Schumaher“Ler Lélia Gonzalez é tomar um aposição antirracista e anticolonial em uma obra só.” – Carla Rodrigues

Trechos de artigos presentes no livro

Nanny: pilar da amefricanidadeNanny: pilar da amefricanidade

Cultura, etnicidade e trabalhoCultura, etnicidade e trabalho

Racismo e sexismo na cultura brasileiraRacismo e sexismo na cultura brasileira

“O Brasil — por razões de ordem geográfica, histórico-cultural e, sobretudo, da ordem do inconsciente — é uma América Africana cuja latinidade, por inexistente, teve trocado o T pelo D para, aí sim, nomear o nosso país com todas as letras: Améfrica Ladina (cuja neurose cultural tem no racismo o seu sintoma por excelência).”

“No período que imediatamente se sucedeu à abolição, nos primeiros tempos de ‘cidadãos iguais perante a lei’, coube à mulher negra arcar com a posição de viga mestra de sua comunidade. Foi o sustento moral e a subsistência dos demais membros da família. Isso significou que seu trabalho físico foi decuplicado, uma vez que era obrigada a se dividir entre o trabalho duro na casa da patroa e as suas obrigações familiares.”

“A primeira coisa que a gente percebe nesse papo de racismo é que todo mundo acha que é natural. Que negro tem mais é que viver na miséria. Por quê? Ora, porque ele tem umas qualidades que não estão com nada: irresponsabilidade, incapacidade intelectual, criancice etc. e tal. Daí é natural que seja perseguido pela polícia, pois não gosta de trabalho, sabe? Se não trabalha é malandro, e se é malandro é ladrão. Logo, tem que ser preso, naturalmente.”

Lélia GonzalezLélia Gonzalez

LÉLIA GONZALEZ (1935-1994) foi uma das mais importantes intelectuais brasileiras do século XX, com atuação decisiva na luta antirracista. Formada em geografia, história e filosofia – e dedicada aos estudos da psicanálise, da sociologia e da antropologia -, mobilizou conceitos de áreas diversas. Fundou o Movimento Negro Unificado, participou da formação de partidos de oposição ao regime militar, lecionou na UERJ e no Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio, do qual também foi diretora. Publicou diversos artigos em revistas acadêmicas, na imprensa alternativa e em jornais de grande circulação.

*Crédito da imagem: Cezar Loureiro

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de Beatriz Nascimento de Neusa Santos Souza de Mario Theodoro de Frantz Fanon

Editora ‏ : ‎ Zahar; 1ª edição (26 outubro 2020)
Idioma ‏ : ‎ Português
Capa comum ‏ : ‎ 376 páginas
ISBN-10 ‏ : ‎ 8537818895
ISBN-13 ‏ : ‎ 978-8537818893
Dimensões ‏ : ‎ 22.8 x 16 x 2.2 cm

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