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Presente Vozes de Tchernóbil: Crônica Do Futuro

Da editora

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Três vezes Svetlana (excertos de depoimentos ao jornal El País, 8/6/19)

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Sobre a tragédia

“Ali eu logo entendi que estávamos em outro mundo. Todas as coisas parecem iguais, mas sobre elas já paira a sombra da morte, e as pessoas estão desorientadas, perdidas, não em um plano anticomunista ou antissoviético, e sim em algo superior, algo distinto. Porque não se trata do ser humano na história, mas do ser humano no cosmo.”

Sobre o livro

“Existe uma cultura e uma tradição para a narrativa da guerra, o que permite que o criador tenha certa margem para se mover, talvez explorando-a e ampliando-a no âmbito dessas tradições. Quando escrevi meu livro sobre Chernobyl, porém, não havia um registro cultural para a narração sobre algo tão desconhecido.”

Sobre ela mesma

“O que quero não são ideias, não são as superideias que sempre existem na Rússia, como ganhar a guerra ou construir o comunismo. O que quero é escrever sobre as tentativas de ser feliz, sobre as pessoas que querem viver sua própria vida escondendo-se das ideias.”

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Conheça todas as obras de Svetlana publicadas pela Companhia das Letras

Por meio de múltiplas vozes — de viúvas, trabalhadores afetados, cientistas ainda debilitados pela experiência, soldados, gente do povo —, Svetlana Aleksiévitch constrói esse livro arrebatador, a um só tempo, relato e testemunho de uma tragédia quase indizível. Cenas terríveis, episódios dramáticos, momentos patéticos, tudo na história de Tchernóbil aparece com a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Eis o relato mais impressionante do pior acidente nuclear da história.

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O povo russo assistiu com espanto à queda do Império Soviético. A política de abertura do governo Gorbatchóv impôs uma mudança drástica da estrutura social, do cotidiano e, sobretudo, da direção ideológica da população. Neste livrro, Svetlana Aleksiévitch examina a vida das pessoas afetadas por essa transformação. Em cada personagem está um pouco da história russa, compondo um painel fantástico de personagens de todas as idades que se movem entre a possibilidade de uma vida diferente e a derrocada da sociedade que conhecem.

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A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Aleksiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência e a sombra onipresente da morte.

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A Segunda Guerra Mundial matou quase 13 milhões de crianças e, em 1945, apenas na Bielorrússia, havia cerca de 27 mil delas em orfanatos, resultado da devastação tremenda causada pelo conflito no país. Entre 1978 e 2004, a jornalista Svetlana Aleksiévitch entrevistou uma centena desses sobreviventes e, a partir de seus testemunhos, criou uma narrativa estupenda e brutal de uma das maiores tragédias da história. Este livro expõe uma dimensão pavorosa do que é viver num tempo de terror constante, cercado de todo tipo de sofrimento.

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Vozes de Tchernóbil

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O fim do homem soviético

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A guerra não tem rosto de mulher

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As últimas testemunhas

Leia um trecho do livro, que inspirou a série “Chernobyl”, da HBO

Estávamos casados havia pouco tempo. Ainda andávamos na rua de mãos dadas, mesmo quando entrávamos nas lojas. Sempre juntos. Eu dizia a ele “eu te amo”. Mas ainda não sabia o quanto o amava. Nem imaginava… Vivíamos numa residência da unidade dos bombeiros, onde ele servia. No segundo andar. Ali viviam também três famílias jovens, e a cozinha era comunal. Embaixo, no primeiro andar, guardavam os carros, os carros vermelhos do corpo de bombeiros. Esse era o trabalho dele. Eu sempre sabia onde ele estava e o que se passava com ele. No meio da noite, ouvi um barulho. Gritos. Olhei pela janela. Ele me viu: “Feche a persiana e vá se deitar. Há um incêndio na central. Volto logo”. A explosão, propriamente, eu não vi. Apenas as chamas, que iluminavam tudo… O céu inteiro… Chamas altíssimas. Fuligem. Um calor terrível. E ele não voltava. A fuligem se devia à ardência do betume, o teto da central estava coberto de asfalto. As pessoas andavam sobre o teto como se fosse resina, como depois ele me contou. Os colegas sufocavam as chamas, enquanto ele rastejava. Subia até o reator. Arrastavam o grafite ardente com os pés… Foram para lá sem roupa de lona, com a camisa que estavam usando. Não os preveniram, o aviso era de um incêndio comum…

Editora ‏ : ‎ Companhia das Letras; 1ª edição (19 abril 2016)
Idioma ‏ : ‎ Português
Capa comum ‏ : ‎ 384 páginas
ISBN-10 ‏ : ‎ 8535927085
ISBN-13 ‏ : ‎ 978-8535927085
Dimensões ‏ : ‎ 21 x 14 x 2 cm

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